Um Atraso Secular

A comercialização de estimuladores do prazer sexual só foi possível a partir do 25 de Abril de 1974. Um pouco tarde tendo em conta que:

  • em 1869 o médico norte-americano George Taylor tinha inventado o primeiro vibrador movido a vapor
  • em 1880 o médico Joseph Mortimer, nos EUA, patenteou o primeiro vibrador electromecânico
  • em 1902 a empresa Hamilton Beach patenteava e comercializava o primeiro vibrador eléctrico 

Ainda que relegado para as inocentes massagens do corpo feminino feitas em casa, este aparelho foi o 5º pequeno doméstico a ser electrificado, depois da máquina de costura, a ventoinha, a chaleira eléctrica e a torradeira... uma década antes do aparecimento do ferro eléctrico e do aspirador.

O que é que os portugueses levam para a “cama”?

O estudo recente promovido pela Ohlala.sex, deixa-nos perceber um pouco mais sobre a relação dos portugueses com produtos de entretenimento adulto / produtos eróticos. Ao serem questionados com a importância dos produtos eróticos para o aumento do prazer é notável que a maioria dos inquiridos não tem uma opinião concreta acerca do assunto, talvez porque nunca se tenham atrevido a algo diferente ou pelo facto da experiência tida não ter satisfeito as expectativas. Nem todos os produtos eróticos são de rápida percepção em relação à sua utilização, daí a maioria dos utilizadores não se atrever sequer a experimentar. A infografia resume o estudo:

 

Afinal quem são os portugueses?

Temos “Os Tímidos” que compram sempre para “outros”, mas perguntam tantos detalhes sobre o produto que se denunciam.

Os “Fugitivos” que procuram os produtos e fazem-no de forma apressada e tentam esconder-se, pois têm vergonha.

Os “Bem Resolvidos” que consomem produtos e frequentam sex shops sem preconceitos. São as mulheres a maioria, pois os homens ainda encaram a prática com tabú e preconceito. No caso dos homossexuais, acreditam que estão mais por dentro das novidades do que os profissionais do setor

E temos “ Os Domésticos” que nunca frequentam lojas e recorrem ao telefone e ao online para compra. São uma fatia cada vez maior do mercado.

 

Aspetos da Personalidade em relação a sex shops.

Os portugueses evoluíram, mas continuam a ser pessoas com preocupações morais de acordo com 75% dos inquiridos. Consideram-se pessoas com energia (71%) e românticos, sentem -se amados (68%) e felizes (65%). Para 64% da amostra, a vida familiar é neste momento prioritária. Os portugueses são pouco dados a riscos na vida pessoal, com apenas 33% a reconhecer fazê-lo ativamente. A internet está sempre presente no seu quotidiano, seja para falar com amigos (59%), ou para comprar produtos, de uma forma geral (54%).

 

Aspetos da Vida Sexual

O sexo é definitivamente importante para os portugueses, 72% dos inquiridos concorda com a ideia de que o sexo é essencial para uma vida feliz, Contudo, apenas 57% concorda que, neste momento a sua vida sexual é muito satisfatória – nesta equação pode somar-se o facto de 71% se mostrar aberta a experimentar coisas novas... o que revela que é preciso apimentar mais as relações. Será provavelmente por isso que 37% concorda com a ideia de que os motéis são boas opções para fugir à rotina e 32% admite gostar de ver filmes eróticos a dois
No que toca a artefactos para melhorar a vida sexual, 25% que recorre à literatura erótica e 27% prefere roupas diferentes, óleos e lubrificantes.
36% admite masturbar-se, mas apenas 15% utiliza produtos eróticos (Dildos e Estimulantes) para ter mais prazer na relação sexuais.

 

Aspetos da Vida Atual


A relação conjugal dos portugueses está muito bem no momento presente para 62% dos inquiridos, mas a avaliação da sua vida sexual atual não segue a mesma tendência e apresenta um decréscimo de 5% (57%). Nos 57% que assumem uma vida sexual boa, podemos destacar:
Casados (43%), seguidos dos solteiro com namoro (25%) e depois as uniões de facto (20%)

Caracterizam-se por maior utilização de alguns produtos eróticos “soft”:

As relações dos portugueses são caracterizadas como maioritariamente sérias:

  • 38% nunca teve uma relação causal e
  • 37% teve maioritariamente relações sérias
  • Para 29% do inquiridos sexo só com amor e 35% considera que o sexo deve ser preferencialmente com amor.
  • 65% das pessoas indicam nunca ter traído numa relação e as que mais indicam trair são as que mais tiveram relações casuais e também aquelas para as quais sexo e amor são coisas diferentes (ambas boas).

Homens e mulheres têm comportamentos diferentes:

  • As mulheres destacam-se com maiores referências à afirmação de nunca terem tido uma relação casual, e indicam ter traído menos e concordam mais com a ideia de que sexo só com amor.
  • Os homens destacam-se na concordância de que sexo é essencial para uma vida feliz, admitem mais masturbarem-se, gostam mais de ver filmes eróticos a dois e utilizam mais produtos eróticos. Imaginam-se a usar a internet para conhecer pessoas novas, tiveram mais relações casuais e são quem mais trai numa relação.

Já na orientação sexual, são os homossexuais/ bissexuais que mais valorizam o sexo para uma vida feliz e fazem mais uso, de uma forma geral, dos produtos eróticos.

 

Como é a vida sexual dos portugueses e a sua relação com os produtos eróticos? Fazem os produtos eróticos parte da vida dos portugueses? Ajudam à auto-estima? Ajudam a manter relações?

A Importância dos produtos eróticos

Quando avaliamos a importância dos produtos eróticos para o aumento do prazer, 37% dos inquiridos consideram que são importantes/ muito importantes, e apenas (23%) não os considera importantes
Os aspetos que consideram serem mais importantes nas relações sexuais (e independentemente de se verificar ou nas suas relações atuais) são:

  • saúde (62%)
  • a comunicação (59%) em particular nas mulheres entre os 25 e 44 anos
  • a autoestima (55%)
  • os preliminares (53%) e o apetite sexual (52%)
  • A duração do ato sexual é o aspeto menos valorizado 

Os aspetos que mais gostavam de ver melhorados nas suas vidas sexuais passam por:

  • ter relações sexuais com maior regularidade (49%)
  • sair da rotina (45%)
  • sentir-se bem consigo mesmo (42%)

Todos os produtos eróticos referidos apresentam percentagens acima de 30% de referências como potenciadores da satisfação sexual – os vibradoresmassajadores e a lingerie os que mais se destacam (a estes três produtos junta-se um quarto, os filmes eróticos, e são estes os aspetos que mais se destacam como maiores potenciadores da vida sexual, e tendo em conta os seus potenciais consumidores (junto de quem considera experimentar).

A compra deste tipo de produtos acontece maioritariamente online (39%), em farmácias (33%), em sexshops (27%) e canais de venda direta (20%).

Nas suas atuais relações, os homens destacam-se ao referirem mais que gostariam de ter maior regularidade na relação sexual e aumentar a duração da mesma. Os filmes eróticos são os produtos mais utilizados pelos homens e onde mais se destacam.

As mulheres destacam-se ao indicarem querer melhorar o seu apetite sexual e ao referirem já ter utilizado Lingerie e também na utilização de roupa / fantasias para quebrar a rotina.

Por escalão etário as diferenças de comportamento nos grupos mais novos acontecem na lubrificação, valores acima da média de inquiridos a referir que gostavam de melhorar este aspeto . Os mais velhos destacam-se na questão da saúde e no aumento da duração da relação sexual. O escalão etário 25-44 anos destaca-se por maior uso da lingerie e roupas e fantasias, nos 35-44 anos destaque na utilização dos óleos.

Os inquiridos de orientação homossexual / bissexual, destaque na maior utilização de vibradores, estimuladores/ massajadores, lubrificantes, dildos/ strap-ons, filmes eróticos comprovando-se uma clara tendência para ser este o público-alvo preferência deste tipo de produtos.

 

E Porque Não?

Quem nunca teve vontade de experimentar algo diferente na cama? Quem nunca quis um pouco mais de picante? Quem nunca quis novidade no sexo (e sexo tem lá hora marcada!)? Conhecer melhor o seu corpo sem receios? Saber o que fazer ou tocar? Descobrir novas zonas erógenas? Ter até um pouco de humor naquela hora gostosa... sentem já aquele cheirinho gostoso a “pouca vergonha”... Quem nunca quis atrever-se... Afinal “até os bichinhos gostam”. 

É para isto que nasce a Ohlala.sex. Uma nova identidade para o mercado das sex shops online, mais sexy, glamourosa, desmistificando preconceitos, interagindo, mostrando que os produtos de uma sexshop podem ser para qualquer pessoa e que falar de sexo é humano e normal. Atreve-te!